Este artigo tem como objetivo abordar os sítios arqueológicos indígenas identificados no município de Belo Horizonte (MG) entre as décadas de 1930 e 1950, com destaque para o sítio arqueológico Córrego do Cardoso. A partir da articulação entre dados documentais, paisagísticos e de cultura material, localizados em distintas instituições, buscamos recriar um vínculo referencial sobre o contexto arqueológico indígena de longa duração na cidade, atuando, dessa forma, em uma retomada da memória e dos espaços de Belo Horizonte (MG). Com isso, atuamos na construção de uma cidade potencial (Musa, 2022), ao indicar espaços e histórias sobre os povos indígenas que foram sistematicamente ignorados no discurso hegemônico da construção da capital mineira, entre o final do século XIX e o início do século XX.
A arqueologia de Belo Horizonte: reconectando memórias e vislumbrando futuros de uma cidade potencial
Palavras-chave: Arqueologia indígena de longa duração, Belo Horizonte, Museus
Referência: CAMPOS, Paulo Andrade; TOBIAS JUNIOR, Rogério; MENEZES, Pedro Augusto; DINIZ, Amanda; MAGALHÃES, Larissa; PANACHUK, Lílian. A arqueologia de Belo Horizonte: reconectando memórias e vislumbrando futuros de uma cidade potencial. Revista de Arqueologia, [S. l.], v. 39, n. 2, p. 21–49, 2026. DOI: 10.24885/sab.v39i2.1301. Disponível em: https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/article/view/1301. Acesso em: 21 jul. 2026.